Defensoria Pública de Minas Gerais

Igualdade e cidadania para todos


Defensores de Minas Gerais participam de lançamento de livro que conta a história de jovens vítimas dos crimes de maio de 2006


Por Ascom em 7 de agosto de 2019

Os defensores públicos Hélio da Gama e Silva e Maria Auxiliadora Viana Pinto participaram do lançamento do livro “Mães de Maio – Memorial dos Nossos Filhos Vivos – As vítimas invisíveis da democracia” realizado no Espaço Democrático José Aparecido de Oliveira, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta terça-feira (6/8).

A publicação é de autoria de um grupo de mães de vítimas de violência pelo Estado, que tem como missão lutar pela memória e por justiça para todas as vítimas da violência discriminatória, institucional e policial contra a população pobre, negra e os movimentos sociais brasileiros.

Contexto – Crimes de maio de 2006

No dia 12 de maio de 2006, véspera do final de semana do Dia das Mães, presídios de São Paulo registraram dezenas de rebeliões que teriam sido motivadas pela transferência de presos para uma unidade de segurança máxima no interior paulista. As transferências teriam ocorrido após a revelação, por escutas telefônicas, que facções criminosas planejavam rebeliões para o Dia das Mães.

Em represália às medidas, agentes penitenciários, policiais, viaturas, delegacias de polícia, cadeias e prédios públicos passaram a ser alvo de ataques da organização criminosa PCC. Em resposta, agentes do Estado saíram às ruas para retaliação.

A onda de ataques, promovida por agentes do Estado e integrantes do PCC, deixou mais de 500 mortos e de 100 feridos entre os dias 12 e 21 de maio. A maioria das vítimas eram jovens negros, afro-indígena-descendentes e pobres.

Memória e resistência

O livro “Mães de Maio – Memorial dos Nossos Filhos Vivos – As vítimas invisíveis da democracia” traz a história de 23 jovens vitimados pelos confrontos.

Débora Maria da Silva, organizadora da obra e mãe de Edson Rogério Silva dos Santos, morto nos ataques, explica que “há sempre uma criminalização, pela mídia em geral e pelas forças de segurança pública, que classificam moradores das periferias apenas como suspeitos, não mencionando que têm filiação, sobrenome e endereço fixo”.

Débora da Silva pontua que, além de ser “um memorial, para que nossos filhos tenham nome e sobrenome”, o livro tem o objetivo de tentar dar um conforto para as mães e dar visibilidade aos crimes e ao Movimento Mães de Maio.

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